quinta-feira, 25 de setembro de 2014

 Saudade. Daquela miudinha que nos faz morrer, mas sorrir por cada momento que passou. Que nos rasga um bocadinho, e que enquanto rasga liberta todo o amor que nos liga a alguém que partiu. Aquela que surge sem saber de onde, porque o sol brilhou ou o vento nos afagou o cabelo. O carro vermelho que, ao passar, nos lembra aquele momento específico em que cantávamos enquanto atravessávamos uma rua. Mas a saudade, a que não dói. Aquela que resulta de um luto inesperado e que, com os dias, e as horas que passam incansavelmente, se transforma em agridoce. Amarga porque existe e é irremediável. Doce porque algo existiu que mudou a nossa vida para sempre. É esta a saudade que sinto quando penso na minha avó. Até já, Avó! 

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